Bresson a melhor foto!!!

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Para mim a melhor foto do gênio da fotografia do século XX!!

Momento perfeito expressado na simetria das formas e nos personagens!! Show de bola!!

 

quarta 18 junho 2008 19:09


Bresson:a simplicidade de um gênio!!

Falar de fotografia é sempre um prazer, pois é nela que imortalizamos momentos felizes, tristes, dolorosos, lugares, fatos e pessoas especiais. Ela é a arte associada à lembrança, ao sentimento, ao passado, ao presente , um teletransporte sem tecnologia avançada e equipamentos sofisticados. Falar de simplicidade em foto é a mesma coisa que citar Henri Cartier Bresson,francês,nascido em 1911,com sua arte única revolucionou o fotojornalismo do século XX. O que para todos nós passa desapercebido, para Bresson é uma oportunidade de construir uma nova história, cenas do dia-a-dia, individuos comuns se tornam personagens imortalizados nas fotos do simpático Bresson.Foi ele quem fundou, juntamente com outros fotógrafos de renome, a agência mundial Magnum Photos, até hoje a referencia em fotojornalismo mundial.Sua criação foi um contraponto em 1947, época em que as outras agências visavam mais lucrar com os acontecimentos do que modificar e refletir sobre a história com as imagens. Bresson é genial, não porque foi um fotógrafo de destaque, aliás como todo bom fotógrafo, não gostava de aparecer, na sua humildade residia o unico desejo de transmitir seus sentimentos, emoções e angustias através da sua arte.Será para sempre um mestre, autor de imagens ícones,faleceu em 2004, aos 95 anos de idade, mas deixou um legado de amor a profissão exposto e publicado em livros, no cinema onde trabalhou como assistente de Jean Renoir( Regras do Jogo), em dois documentários sobre a Guerra Civil Espanhola e a 2° Guerra Mundial.Seu conceito se baseava no que ele descrevia como o “momento decisivo”, com os elementos perfeitamente localizados. Cartier-Bresson registrou lugares, culturas e celebridades, políticos e desconhecidos que ficaram imortalizados em imagens feitas por ele. Criticava fotos montadas e dizia que os fotógrafos deveriam fazer seu trabalho de forma rápida e exata. Ama a liberdade acima de tudo e antes de tudo. Não se deixa prender, não se deixa encurralar. Dá o fora sempre. A liberdade é sua religião. Jamais fica num brete. Sempre é invisível. Por isto é genial. Suas imagens não conhecem limites. Ele não conhece limites. Diz que todos deveriam desenhar, não importa o resultado, o importante é desenhar. Não importam as respostas, só importam as perguntas. Diz que devemos questionar tudo e sempre. Questionar sempre...saber sempre do que se trata. É preciso saber do que se trata.Nada é pesado em suas fotos, apesar do drama. Todas são líricas e emocionantes. Todas são minuciosamente e incansavelmente compostas com a simplicidade de um gênio. Ele esmagou como ninguém, sem fazer barulho. Ele apareceu como ninguém sem, ao menos, se exibir. Mas, com um artista inato, toda a sua referência é pictórica, não resta a menor dúvida....concluindo pela sua composição. A geometria das formas é uma tônica em suas imagens. Bresson foi eminentemente um capturador de instantes. Concebia a apreciação do tempo naquilo que ele tem de mais casual e fortuito. Nesse sentido, ele foi a poesia da literatura fotográfica. Porque para Bresson todo momento foi decisivo. Decisivo como ele foi para a história da fotografia. Um abraço a todos os blogueiros que propagam a arte do "pai do fotojornalismo' através da publicação de suas fotos. Viva o mestre!!!

quarta 18 junho 2008 18:47


Um outro lado da cultura..

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Vários autores denominam cultura por diversos ângulos, perpectivas históricas, épocas, mas  não quero falar  desta cultura dos livros.Uma pausa para citar esta cultura  que anda conosco, escorre por nossas mãos, respiramos como se fosse o ar de cada dia, como se fosse necessário, como se fosse imprescíndivel.Por viver cada momento questionando o meu redor vejo a cada instante em que a moderna sociedade da informação toma como ídolo o consumo, uma coisificação, uma materialização exacerbada de tudo e todos. É impressionante ver como as pessoas tem no ideal da riqueza uma meta de vida sem se dar conta que a verdade sobre a felicidade não é táctil, ela está dentro de cada um, mas só pode ser liberada se dermos lugar ao lado humano e esquecermos do instinto animal que infelizmente cada vez mais tende a insistir em nos machucar. Toca ver a dor de um irmão , de um amigo, o sofrimento alheio, as dificuldades em que pessamos na vida,seria maravilhoso se no lugar do culto ao consumo existisse o culto a cada um de nós, seria como nos descobrir a cada dia, acho que aí as pessoas descarregariam menos suas tristezas e frustrações nas compras no shopping, nos bens materiais, no dinheiro, no status, e passaria a enxergar  verdadeiro potencial que existe dentro de cada ser, assim existiria menos desigualdade, menos guerra,menos sofrimento, menos dor e mais solidariedade!!

Se a cultura é essa,porque não mudá-la? É mentira que nem todos têm acesso à cultura, todos temos na medida em que não aceitamos o poder vigente, questionamos o porquê dos fatos, fazemos cultura quando queremos a mudança, a transformação social e o bem estar de todos!!Cada um tem o poder de ser e fazer a sua "cultura"!!!!Vc não concorda??

Pense nisso..

quarta 11 junho 2008 17:46


O nome da Rosa: Umberto Eco.

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Se você acha complicado fazer ciência, acha insuportável as aulas de metodologia,não tem paciência para muitas perguntas, precisa entender o processo e ler o livro de Umberto Eco.O nome da Rosa é um marco, não por ser bestseller, mas por conseguir reunir aspectos tão peculiares de uma época com contradições, o rompimento do velho, surgimento de um novo paradigma na transição da Idade Média para a Moderna, tudo com muita humanidade e sentimentos do narrador, Adso de Melk, que embriagado em suas pertubações traz para o leitor uma deliciosa leitura.Ele é um noviço que com o seu mestre, Guilherme de Baskerville,tenta descobrir por relações lógicas uma série de assasinatos num mosteiro medieval que contém a maior biblioteca cristã do mundo.O livro traz a reflexão o argumento, o ato de pensar, o raciocinio lógico, uma vez que o segredo de tantas mortes passa por um egoismo da própria igreja que não deixava ter a livre circulação de conhecimento,a manipulação das mentes dos fiéis tinha por base a religião que na visão do sacerdócio não passava de muitos dogmas a ser seguidos.Além de marcar a transição do pensamento de uma época,o nascimento da ciência, a obra é uma prato cheio para quem gosta de teologia e de entender melhor como se processava os costumes e a mente do homem medieval.Por várias vezes é questionado tanto a Igreja por ora fanática quanto a falta de fé, tudo embutido em perguntas e respostas que os personagens tentam descobrir.É claro, se é um bestseller, tem que ter romance,Adso descobre o verdadeiro amor, quando se envolve com uma camponesa que todos julgam ser bruxa, ele sabe da sua inocência mas diante da crueldade e imparcialidade dos inquisidores que a querem morta, pára e reflete a importância de ter a felicidade mesmo que para isso precise largar a sua missão. O seu sofrimento parte da ROSA, não aquela que emitia ordens, tinha todo o poder espiritual e temporal, mas a sua rosa, aquela que mesmo sem dizer seu nome o conquistou, o amou sem reservas, para sempre ficou guardado na memória. O livro traz uma lição surpreendente, pois assim vemos que nem tudo que é importante tem que ser dado um nome, nem tudo que reluz precisa de alto preço, se mesmo sem saber seu nome a vida proporcionou ao noviço o melhor momento de sua vida!!Seu nome, aquele que você preferir, mas que seja real e verdadeiro!!

Simplesmente maravilhoso!!!

quarta 04 junho 2008 18:13


O olhar que manipula..

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A fotografia não é apenas um fato concreto em determinada hora e lugar mas sim o objeto exposto de acordo com o "eu subjetivo" do fotógrafo. Pode-se propositalmente ou inconscientemente o autor registar cenas que valorizem determinados aspectos da imagem de acordo com o seu viver, de sua prática cotidiana e de suas experiências. Nota-se na fotografia que a partir do olhar particular de cada um tem-se  não uma imagem real, veridica mas uma projeção do que se quer fazer o leitor ver e pensar!Dai a manipulação. Em palavras mais amenas, seria uma subjetivação da realidade no momento em que a imagem passa determinada informação que será intrepretada de acordo com a criticidade de cada um. Por isso é preciso termos cuidado com o que nos é passado principalmente no fotojornalismo, pois a "verdade" para um pode ser instrumento de alienação da ideologia dominante sobre as massas.

 

Breve resenha de Cartier Bresson, um dos criadores da Agência Magnum..

terça 27 maio 2008 21:02


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